1) Por que usar o Rorschach quando outros testes são mais rápidos?

O Rorschach nos dá informações sobre o funcionamento psicológico não obtido a partir de outros procedimentos de avaliação. Na maioria dos casos, esse teste psicológico permite-nos compreender a pessoa de modo semelhante a um terapeuta que está atendendo o seu cliente há vários meses. No entanto, o Rorschach dá essa informação em poucas horas em comparação com os meses de terapia. Seria útil para muitos psicólogos conhecer o Rorschach de seus clientes no início da psicoterapia, como também em qualquer outra situação em que se deve tomar decisões importantes na vida de uma pessoa que dependa do conhecimento de aspectos psicológicos.

2) Por que não fazemos o treinamento de Rorschach on-line?

Primeiro porque o Rorschach é um teste psicológico e como todos os testes psicológicos são uso privativo dos psicólogos. Em cursos on-line temos menos controle sobre quem está assistindo ao curso. Acreditamos também que os alunos precisam de feedbacks pessoais e instruções de como lidar com diferentes situações e estudos de caso, aprendendo com seus erros para melhorar a sua codificação e sua capacidade de construir e compreender um sumário do Rorschach. Instruções on-line pode ser útil para ajudar um psicólogo para se familiarizar com os procedimentos do sistema, mas não é nenhum substituto para instrução direta com protocolos reais e instrutores ao vivo.

3) Assim que eu terminar o treinamento básico (40h) eu já posso aplicar o Rorschach em um cliente?

A orientação é treinar em um colaborador com a sua aprendizagem antes (qualquer pessoa que não seja um cliente ou parente). Utilizar um Rorschach é um processo complexo, no entanto, você deve estar pronto para iniciar o seu treinamento pessoal, com uma pessoa que irá colaborar com o seu processo de aprendizagem, o mais rapidamente possível após a conclusão do treinamento básico. Assim, essa primeira, e muito provavelmente a segunda aplicação também, lhe dará mais segurança para aplicar e corrigir o teste, numa próxima vez, mas com um cliente.  Geralmente, na segunda aplicação, você corrige todos os equívocos que você cometeu na sua primeira. Treine a codificação e interpretação nesses dois testes realizado somente a título de treinamento. É bem provável que você se sentirá apto para utilizar o Rorschach com um cliente após esses dois treinamentos, o primeiro em sala e o segundo com algum colaborador.

4) O que vou aprender no Treinamento de Rorschach Básico?

Você vai aprender a aplicar, discriminar todas as variáveis do teste, codificar um protocolo, realizar o levantamento de todos os índices e interpretar um protocolo. Você também será orientado em como utilizar o programa de correção informatizada do teste.

5) Existem diferenças entre o SC e o R-PAS?

Sim. Basicamente, O SC (Sistema Compreensivo) é um sistema/escola de Rorschach, criado por Exner, que integra cinco escolas de Rorschach em uma só. Foi constituída após 15 anos de pesquisas e surgiu em 1974. A diferença do SC para as demais escolas é que o SC foi aprimorado até a morte do seu autor, Exner, em 2006. Após essa data, parte do seu grupo de pesquisas continuou pesquisando e avançando na constituição de novos índices, na técnica de aplicação…  Assim, esses estudos mais avançados constituíram o R-PAS (Sistema de Avaliação por Performance no Rorschach). O R-PAS tem sido tão estudado nos diversos continentes quanto o SC, e ambos constituem os dois sistemas de Rorschach mais fundamentados psicometricamente, bem como são sistemas aprovados pelo CFP (SATEPSI) para o uso profissional no Brasil.

6) O Rorschach pode ser aplicado em grupo/coletivamente?

Nenhum dos Sistemas de Rorschach no Brasil (SC, R-PAS, Klopfer, Francesa e Rorschach Clínico), aprovados pelo SATEPSI, inclui a aplicação coletiva do teste. Então, o teste não pode ser aplicado em grupo. É importante observar que não são todos os testes que podem ser aplicados em grupo. Somente aqueles aprovados pelo CFP e que incluem em seu manual a aplicação coletiva podem ser aplicados dessa forma.

7) Existe uma escola (ou sistema) de Rorschach que é igual a outra?  

Não. Todas as Escolas de Rorschach constituem sistemas distintos do teste (cada qual com seu manual). Assim, cada um deve ser aplicado, corrigido, interpretado de acordo com seu manual. A origem de todas as escolas foi do psicodiagnóstico de Hermann Rorschach.

8) Se eu estudo o Rorschach pelo Sistema Klopfer (adaptado para o Brasil pelo professor Cícero Vaz), eu poderia utilizar o Livro da Isabel Adrados?

Não. O livro da Adrados, que adota o sistema Klopfer, propõe normas de interpretação da década de 1970 (além de possuir um atlas) que não foi avaliado pelo CFP/CCAP (Satepsi). Portanto, esse material não pode utilizado para a correção de um protocolo de Rorschach.

9) Uma pessoa que vê algum conteúdo específico em algum cartão específico pode ser diagnosticada ou poderia apontar um forte indício de algum transtorno ou trauma psicológico?

Não. Não existe um tipo específico de resposta exclusiva de qualquer transtorno psicológico ou trauma. Portanto não acreditem em sites ou profissionais que generalizam respostas com um conteúdo específico, em qualquer um dos cartões, como indicativo de um diagnóstico psicopatológico ou transtorno psíquico.

10) O Rorschach pode ser usado para uma imensa variedade de propósitos na avaliação da personalidade. Os Sistemas (SC e R-PAS) são particularmente úteis devido à sua base sólida em pesquisa e sua natureza altamente estruturada. Há uma maneira correta, estruturada, para administrar, codificar e corrigir o Rorschach de acordo com os SC e R-PAS, independente do lugar do mundo em que é utilizado.

11) O programa existente pode ser utilizado para correção informatizada do Rorschach no Sistema Compreensivo?

Sim. Essa correção informatizada foi divulgada para a comunidade científica internacional em 2013 para a pontuação e computação de variáveis do Rorschach no SC. O pacote é gratuito para download. Assim, o profissional de psicologia pode investir mais tempo na interpretação dos achados da técnica do que em cálculos, uma vez que, em função da complexidade dos índices, não é aconselhável corrigir o teste manualmente.

12) O CFP/CCAP (SATEPSI) autoriza a correção informatizada de testes cujos programas não foram submetidos para avaliação?

A correção ou interpretação informatizada de testes psicológicos aprovados pelo SATEPSI não necessitam de submissão ao e/ou aprovação por meio do SATEPSI desde que sigam rigorosamente as informações contidas no manual. O programa de correção informatizada faz o levantamento das informações quantitativas do SC conforme é proposto pelo manual, sem alterações no cálculo dos índices, portanto não há necessidade de submissão ao sistema.

13) É importante saber que existem três fases importantes para o processo de aplicação do Rorschach SC & R-PAS: administração, codificação e interpretação.  A codificação válida não pode ser feita sem uma administração e adequada interpretação, a fase final e crítica do Rorschach, não pode ser feita sem uma administração adequada e uma codificação precisa. Consequentemente, o Rorschach SC & R-PAS só podem ser usados efetivamente com treinamento adequado. O IGAP oferece esse treinamento em seus cursos que abrangem cada uma dessas áreas confira as datas em nosso site www.igap.net.br

14) Psicólogos mais experientes podem corrigir o Rorschach com base numa “olhada” geral ao invés de corrigi-lo?

Para que a intepretação do Rorschach seja válida, todos os critérios avaliativos devem ser considerados conforme as orientações do manual. Numa “olhada” superficial o psicólogo pode deixar de considerar indicadores importantes. São as informações quantitativas/psicométricas que tem feito do Rorschach um dos instrumentos psicológicos cada vez mais confiáveis, válido e com normas de interpretação para diferentes culturas. Logo, análises somente qualitativas do teste, sem integração com as informações psicométricas podem ser mais enganosas dos que confiáveis. As análises qualitativas devem ser fundamentadas nos dados quantitativos e numa abordagem teórica reconhecida como científica pela Psicologia.

15) Existem escolas que privilegiam a análise qualitativa do teste?

Não. As análises qualitativas podem ser realizadas, sempre que integradas com os dados quantitativos padronizados do teste, em qualquer escola de Rorschach. O importante é que estejam fundamentadas em teorias reconhecidas como científicas pela Psicologia.

16) O uso do Rorschach exige do psicólogo um compromisso constante no exercício e na prática para adquirir autonomia com o Teste?

O nível de nossa competência e experiência essencialmente aumenta a cada administração e é diretamente proporcional ao número de testes administrados, interpretados ou simplesmente analisados. No final deste período, contudo, dominamos um instrumento que não tem igual, devido à riqueza de informações que ele oferece sobre o funcionamento psíquico do ser humano.

17) O Rorschach …

Dentre todas as ferramentas à nossa disposição, reconhecidas como confiáveis e confiáveis pela comunidade científica, o Teste de Rorschach é uma técnica poderosa e sofisticada, que não permite uma abordagem improvisada ou uma preparação inadequada, mas que, uma vez dominada por outras, nos permite fornecer respostas úteis para o cliente.

18) Utilização do Rorschach !!

Saber como usar o Teste de Rorschach abre as portas para muitas oportunidades de trabalho, o Rorschach é um dos instrumentos de avaliação de personalidade mais utilizado no mundo nos contextos jurídicos, clínicos ou em qualquer situação onde o estudo da personalidade do indivíduo é importante para se tomar uma decisão a respeito dele.

comparado a outros instrumentos, oferece pouca chance aos exames de ativar defesas conscientes que visam modificar a autoimagem com base nas respostas aos estímulos propostos, ambíguas e não estruturadas. Quando as manchas são apresentadas, os examinados, não conhecendo a lógica muito complexa que você usará para avaliar suas respostas, não podem se defender nesse sentido;
quando usado de maneira rigorosa e correta, de acordo com um método de interpretação psicométrica, além de um diagnóstico diferencial do tipo nosográfico, permite uma avaliação confiável e objetiva do funcionamento cognitivo e afetivo da personalidade com a qual você está lidando. Isso além da imagem consciente que tem o sujeito, portanto, uma descrição detalhada, pontual e profunda dos mecanismos autênticos que o movem, sejam eles normais ou patológicos.